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3) A MULHER E A CRIANÇA: UMA RELAÇÃO
DE AJUDA
Esse
fato exige uma certa mudança de conceito da nossa filosofia sobre
o parto.
A
relação de ajuda pressupõe que a mulher deve ficar
ativa durante o parto. Nos parece realmente difícil ajudar, ou melhor,
auxiliar alguém passivo. Neste caso, faríamos, as coisas
em seu lugar ao contrário de auxiliá-la.
A
relação de ajuda parece igualmente compatível com
o poder de escolher conferido à mulher. Quer se trate do profissional
que virá assisti-la ou das pessoas que estarão presentes
ela tem o direito de orientar o acontecimento segundo seus desejos e suas
necessidades.
A
ajuda nos conduz para um terreno de relações não autoritárias,
ao contrário do que observamos atualmente, onde tudo é decidido
de fora para dentro, isto é, independentemente dos principais interessados,
que são a mãe e seu filho que está para nascer.
Podemos
representar o parto como um anel de uma grande corrente.
Na gravidez há uma relação entre
mãe e criança que começou bem antes e que vai continuar
bem depois do parto.
Nesse
sentido, a pessoa que atende a parturiente deve estar consciente, de que
aquele é um momento na vida da criança e que são os
pais que imaginaram e conceberam aquele ser muito tempo antes e que estarão
com ele muito tempo depois durante toda a sua vida.
Assim,
quem assiste o parto deve compartilhar com os pais todas as decisões
daquele momento.
Devolver
à mãe a confiança em sua capacidade de dar à
luz.
Olhar a futura mãe em toda sua dignidade de
mulher.
Mudar
o eixo de atenção do parto centrado na equipe de saúde
(médicos e auxiliares) para a mulher em trabalho de parto.
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