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EPÍLOGO
Se o nascimento
é o espelho da cultura de um povo, já estamos na hora de
sentar juntos e repensar a assistência que, como sociedade, prestamos
à mulher no ciclo grávido puerperal.
Mudanças profundas se fazem necessárias.
A mulher deve ser conscientizada do que realmente é melhor para
ela e seu filho. Que o "fantasma" da dor de parto pode ser atenuado, e
muito, com uma assistência cuidadosa.
Que novos
profissionais nessa área devem ser formados, incentivados e apoiados
a fim de aumentar o contingente de agentes que assistem o parto.
Que as escolas de medicina e enfermagem, através de seus professores,
valorizem o parto natural e ensinem os alunos a valorizá-lo.
Que os hospitais deixem as portas abertas a parturientes que ali chegam
pedindo auxílio e assistência.
Que um membro
da família possa entrar junto com ela na sala de parto para, de
certa forma, amenizar o sentimento de solidão que a envolve nesses
ambientes estranhos e muitas vezes hostis.
Com essas medidas estaremos formando na base um povo mais sadio, mais forte,
mais cônscio dos seus direitos de cidadania, porque muito mais amado.
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